Biodiversidade
O termo biodiversidade é usado para definir a variedade de vida no planeta, seja flora, fauna, fungos macroscópicos e microorganismos. O Brasil é considerado o país de maior diversidade biológica da terra, mas pelo menos 219 espécies animais e 106 espécies vegetais, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), correm o risco de desaparecer.
Em Minas Gerais, diversos fatores, entre eles o clima, o relevo e as bacias hidrográficas são predominantes na constituição da variada biodiversidade no Estado. A cobertura vegetal em Minas pode ser resumida em três biomas principais: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.
O Cerrado é o bioma predominante, aparecendo em cerca de 50% do território mineiro, especialmente nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha. Nesse bioma, as estações seca e chuvosa são bem definidas. A vegetação é composta por gramíneas, arbustos e árvores. O bioma abriga importantes espécies da fauna, algumas delas ameaçadas de extinção, como é o caso do lobo-guará, do veado-campeiro e do pato-mergulhão, dentre outros.
A Mata Atlântica é o segundo maior bioma em Minas com uma vegetação densa e permanentemente verde, devido ao grande o índice pluviométrico. Encontram-se nesse ecossistema muitas bromélias, cipós, samambaias, orquídeas e liquens. A biodiversidade animal também é muito grande na Mata Atlântica.
O bioma de Campo de Altitude ou Rupestre se caracteriza por uma cobertura vegetal de menor porte com uma grande variedade de espécies, com predomínio da vegetação herbácea em que os arbustos são escassos e as árvores raras e isoladas. É encontrado nos pontos mais elevados das serras da Mantiqueira, Espinhaço e Canastra.
A Mata Seca aparece no Norte do Estado, no vale do rio São Francisco. As formações vegetais desse bioma se caracterizam pela presença de plantas espinhosas, galhos secos e poucas folhas na estação seca. No período de chuvas, a mata floresce intensamente apresentando grandes folhagens.
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