Fomento Florestal
Fornecer insumos e serviços - como mudas e fertilizantes - para agricultores que desenvolvem atividades de silvicultura, repondo o que foi retirado para consumo e recuperando áreas degradadas. Essas são as principais atribuições do Fomento Florestal, programa desenvolvido pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) em Minas Gerais há cerca de 40 anos.
Segundo Luiz Carlos Cardoso Vale, diretor de Desenvolvimento e Conservação Florestal do IEF, o programa é desenvolvido em parceria com o produtor rural e empresas privadas. Atualmente, são praticadas as modalidades de Fomento Florestal Social e Industrial. "Adotamos estímulos, como a doação de mudas, que levem o produtor rural a aderir a essa atividade", diz Luiz Vale.
Os agricultores inscritos no programa recebem insumos e orientações básicas, como o plantio de mudas, combate à formigas e a manutenção da atividade. O IEF também dá assistência técnica, com o acompanhamento de técnicos. O diretor diz ainda que uma vez inscrito no programa, não quer dizer que estará para sempre. "O produtor pode perder o benefício se não atender às recomendações dos técnicos. Aqueles que deixam entrar fogo na área plantada ou não combatem eficazmente as formigas poderão, sim, serem tirados do projeto".
Os recursos do programa são oriundos do Governo do Estado, através do IEF, e de parcerias com empresas privadas, que depositam o montante e o IEF o transforma em Fomento Florestal. Na avaliação de Luiz Vale, o programa é mais eficiente nos dias de hoje porque há uma conscientização da sociedade sobre a importância e necessidade do plantio de árvores.
O IEF também conta com rede de produção de mudas no interior do Estado, o que viabiliza o fornecimento de insumos aos produtores. Na Grande BH, existem viveiros nas cidades de Caeté e Ribeirão das Neves. "Mas temos mais de 100 deles, de vários portes, espalhados em toda Minas Gerais. A administração é do IEF, com recursos do orçamento, de organismos internacionais e do Governo Federal", diz.
Para participar do Fomento Florestal, o produtor rural deve procurar a unidade do IEF mais próxima da sua localidade e se inscrever no programa. Os agricultores serão atendidos de acordo com os recursos disponíveis e do porte da propriedade. "A premência são os pequenos produtores", ressalta Luiz Vale.
Início do programa
O IEF é pioneiro no estudo do Fomento Florestal no Brasil. As atividades começaram na Zona da Mata mineira onde não havia, nos anos 60, preocupação com o uso do solo. Ao longo do tempo, com o aumento dessa deficiência, o Fomento Florestal tornou-se bastante necessário e hoje atinge várias regiões do Estado, como a Centro-Sul, Norte e Vale do Rio Doce, onde a cobertura florestal é maior.
Em 2007, o Fomento Florestal já havia sido implantado em aproximadamente 1,2 mil propriedades rurais em todo o Estado, abrangendo uma área de 30 mil hectares. |