Tratamento de resíduos
A gestão adequada de resíduos sólidos é um desafio imposto à maioria dos municípios brasileiros. Apesar de avanços palpáveis na economia, o Brasil ainda contabiliza déficit no setor de infra-estrutura de saneamento, em especial em relação à disposição final dos resíduos sólidos urbanos. Estatísticas demonstram que a presença dos “lixões a céu aberto” ainda é uma incômoda realidade para a população brasileira, especialmente para aquela de baixa renda, justamente a parcela populacional que está mais sujeita aos efeitos negativos das doenças advindas da existência desse tipo irregular de disposição de lixo.
Na área industrial, vários setores já avançaram bastante em relação à gestão dos resíduos gerados em decorrência de suas atividades, mas ainda persiste, de um modo geral, o desconhecimento da sociedade sobre como devem ser tratados esses rejeitos. O conhecimento dessa situação gera não mais só mais segurança para a sociedade como também oportunidade de negócios para empresários. “A gestão adequada dos resíduos promove qualidade de vida para a população e o desenvolvimento sustentável”, declara o Presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), José Cláudio Junqueira.
De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, a sociedade vem apresentando, nas últimas décadas, um aumento considerável em seus padrões de consumo. Esse aumento acarretou um acréscimo na geração de resíduos, o que teve como impacto direto o desequilíbrio ambiental.
Segundo Carvalho, é imperativa a adoção de medidas de redução, reutilização e reciclagem desses resíduos. “Estamos diante de um novo sistema econômico, onde, na área da reciclagem, o lixo se tornou uma mercadoria. No caso de Minas, queremos que esse processo tenha uma forte inserção social, gerando emprego e renda para uma parcela da sociedade que vive de atividades associadas à catação”, declarou.
Fonte: Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema)
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